sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A chegada do negro ao Brasil para trabalhar na lavoura da cana-de-açúcar

1º grupo a se apresentar:
Fabio Alexandre
Julyanna Souza
Kerllen Brandão
Mabda Barenco
Thamires Rocha





Os negros escravos que vieram para o Brasil saíram de vários pontos do continente africano: da costa ocidental,entre o Cabo Verde e o da Boa Esperança; da costa oriental,de Moçambique; e mesmo de algumas regiões do interior. Por isto,possuíam os mais diversos estágios de civilização.O grupo mais importante introduzido o Brasil foi o sudanês,que,dos mercados de Salvador,se espalhou por todo o Recôncavo.Desses negros,os mais notáveis foram os iorubas ou nagôs e os geges,seguindo-se os minas.Em semelhante estágio de cultura encontravam-se também dois grupos de origem e de influência muçulmana, os fulas e os mandês.Mais atrasados do que o grupo.. sudanês estavam os dos grupos da cultura chamada cultura banto ,os angolas,os congos ou cabindas,os benguelas e os moçambiques.Os bantos foram introduzidos em Pernambuco,de onde seguiram,até Alagoas;no Rio de Janeirode onde se espalharam por Minas e São Paulo;e no Maranhão, atingindo saí o Grão-Pará.Ainda no Rio de Janeiro e em Santa Catarina foram introduzidos os camundás,camundongos e os quiçamãs.
 O Navio Negreiro ( também conhecido como '' navio tumbeiro'') é o nome dado aos navios de carga para o transporte de escravos.O navio possuía pouca higiene,os escravos habitavam o porão destes,presos a correntes.Era tão grande que levava em média quatrocentos africanos amontoados,mal alimentados e em péssimas condições de higiene.Por causa disso,muitos morriam ao longo das viagens.O cheiro era quase insuportável,o espaço era mínimo,embora o navio fosse muito grande, pois eram muitos escravos num mesmo navio. Os ''donos'' dos escravos pouco se importavam com isso.
   Muitas  das embarcações que transportaram escravos advindos da Guiné ( Àfrica),serviram,em ocasiões anteriores,para transportar produtos da Ìndia .Pois não podemos deixar de lado a forte cobiça dos portugueses pelas riquezas das especiarias que havia naquela região,esta situação revela duas informações : 1) A de que estes navios já não contava com um estado de conservação regular a ponto de oferecer a todos os tripulantes algum tipoo de segurança durante as longas viagens;
2) A de que Portugal não reunia condições financeiras suficientes para empregar na aquisição de navios novos e mais bem equipados .
 Estas embarcações já haviam enfrentado longas viagens em busca das riquezas indianas. O transporte de escravos para o Novo Mundo,eram utilizadas vários tipos de embarcações,desde charraus á caravelas.Entretanto,com o passar do tempo, o tráfico foi empregando embarcações mais específicas .Passando de naus de apenas uma cobertura ( neste caso os escravos eram transportados nos porões dos navios ),para naus de 3 coberturas permitindo uma distribuição dos escravos por categoria ( homens,adultos,crianças,mulheres e grávidas ), isto ocorreu a partir do século XVII .
          Assim na seção inferior do navio,ficavam os moleques,os rapazes e os machos adultos;no repartimento  intermediário,as mulheres,e no superior,em divisões apartadas,as grávidas e as crianças menores.Os espaços restantes ,anexos aos costados da proa e da popa,eram reservados exclusivamente para as sentinas e para as utilidades,respectivamente.Guardas,em todos os casos,vigiavam durante a noite,impondo a disciplina.Sabe-se igualmente,que os cativos viajavam assentados em filas paralelas,de uma á outra extremidade de cada cobertura,cabeça sobre o colo dos que os seguiam imediatamente.

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